ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES EMPRESÁRIAS APOSTA NAS PMES
MIF “essencial” para introduzir produtos com o “selo de Macau”
A Associação das Mulheres Empresárias tenta sempre cativar o maior número possível de participantes para a Feira Internacional de Macau, um evento “essencial” para introduzir no mercado produtos com a “marca Macau”. Confiante que há ainda um longo caminho a percorrer neste segmento, a presidente da associação diz que este é o trilho certo para a internacionalização, um novo desafio que os empresários têm que enfrentar
Sempre com uma ligação efectiva à Feira Internacional de Macau (MIF) desde o seu início, embora de formas diferentes com o passar das edições, a Associação das Mulheres Empresárias tem tentado cativar cada vez mais empresas para o evento. Um trabalho que, como explicou a presidente da associação, Jennie Kong, tem uma justificação muito simples: “Não há forma melhor para as empresas se darem a conhecer e, acima de tudo, explorarem oportunidades de negócio, ganhando experiências com parceiros de outros mercados”.
Defensora de uma estratégia que permita introduzir produtos com o “selo Macau” nos mercados internacionais, Jennie Kong adverte que as empresas locais ainda têm um longo caminho a percorrer até conseguirem consolidar aquilo a que chama a “marca Macau”. “Os empresários da RAEM têm que saber criar as suas próprias marcas se querem sobreviver no mercado industrial, isto para não estarem sempre dependentes da produção de outros países ou regiões”, sublinhou a mesma responsável, acrescentando que a criação destes produtos, para ter sucesso, “tem que corresponder, em primeiro lugar, às necessidades do mercado local”.
Na décima primeira edição da MIF, que se realiza entre 23 e 26 deste mês, a associação vai apostar na mostra dos produtos das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), procurando estimular parcerias com empresas de outros territórios, de preferência a caminho da internacionalização do negócio. Neste plano, para além da República Popular da China, os países lusófonos surgem, uma vez mais, como os mercados preferenciais. “As empresas têm que estar preparadas para enfrentar estes novos desafios. Se não souberem como desenvolver o negócio vão acabar por ficar estagnadas no tempo e, eventualmente, serão forçadas a fechar as portas devido à concorrência”, ressalvou Jennie Kong.
A dirigente disse também que a participação na MIF, este ano, será mais selectiva, devido ao elevado número de membros que a associação tem, mas também pelo facto do espaço da feira já ser bastante reduzido para acolher a elevada procura. Assim, a associação irá como que exercer uma “cláusula de preferência” pelas empresas que mostrem a “face de Macau”. Mas, mais que incentivar a participação dos membros, a Associação das Mulheres Empresárias desempenha um importante trabalho nos bastidores, especialmente para apoiar as empresas que integram pela primeira vez este tipo de evento. Tudo porque, como salientou, a MIF é uma “oportunidade especial” para as empresas entrarem em contacto com potenciais clientes. “Os empresários têm que saber como chegar aos parceiros, mas a MIF é também um evento que permite estabelecer contactos directos com eventuais clientes”, frisou Jennie Kong.
No certame, a associação vai ter também em exposição produtos de Portugal, através da parceria que tem com uma empresa de distribuição de produtos portugueses que pretende chegar ao mercado chinês. Deste modo, o trabalho da associação não é apenas feito entre a RAEM e outros mercados, mas também na coordenação de um sistema que tem Macau como elo de ligação entre diferentes mercados.
A estratégia certa
A Associação de Mulheres Empresárias não incentiva apenas as empresas a participar na MIF. Os eventos similares organizados por outros países e regiões são também oportunidades que “não devem ser desaproveitadas”. Jennie Kong contou que a associação tenta sempre fazer com que os membros do organismo se façam representar nestes eventos internacionais, “uma forma de mostrarem aquilo que têm para oferecer”. Mesmo assim, este tipo de participação, que tem como objectivo último a penetração nos mercados internacionais, “tem que estar definida numa estratégia concreta e muito bem estruturada”, realçou a dirigente associativa. Se assim não for, e as empresas não tiverem uma operação sustentada, “correm o sério risco de ver o projecto fracassar”, concluiu Jennie Kong.
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