PARTICIPAÇÃO EM 2006 BATE TODOS OS RECORDES
Mais de 50 empresas portuguesas na MIF
A 11a Feira Internacional de Macau vai contar com a presença de mais de 50 representantes de empresas e associações empresariais portuguesas, um número que bate todos os recordes de participação. Para o delegado do ICEP na RAEM a explicação é simples: Macau, mais do que uma plataforma, é uma montra da “marca Portugal”
A presença de empresas portuguesas na 11a Feira Internacional de Macau (MIF) “será de longe a maior participação de sempre, tanto antes como depois da transferência de soberania”, sublinhou o delegado do Instituto das Empresas para os Mercados Externos (ICEP), Manuel Geraldes. No evento, que se realiza entre 23 e 26 de Setembro, estarão presentes mais de 50 empresas e associações empresarias que representam Portugal, número nunca antes alcançado em edições anteriores.
Para acolher tantas empresas, num total de 46 expositores individuais, para além da montra com produtos portugueses que é organizada por importadores locais, o Pavilhão de Portugal “terá o dobro de tamanho da edição do ano passado”, explicou Manuel Geraldes. Desde 2002 que o número de empresas portuguesas representadas na MIF tem vindo a aumentar, passando das oito para as 13 em 2003, 18 em 2004 e 33 no ano passado.
Na edição deste ano a novidade é uma empresa de “show business” que pretende explorar as oportunidades de negócio no território, mais especificamente procura “entrar no mercado através de parcerias com os casinos”, disse o mesmo responsável. Para além desta empresa e de sete associações empresariais, a MIF 2006 vai também contar com a presença de 12 empresas ligadas ao ramo vinícola, 13 produtores agro-alimentares, 11 da indústria alimentar, sete do sector industrial e mais duas na área da prestação de serviços.
Este novo recorde resulta da organização conjunta entre o ICEP e a Associação Industrial Portuguesa. Mas o representante do ICEP não deixou também de referir o trabalho desenvolvido pelo Governador Civil de Beja, Manuel Monge, que foi o último Secretário para a Segurança da Administração Portuguesa, que trás a Macau 19 empresas do Baixo Alentejo.
Durante os três dias da MIF, entre as 15 e as 17:30 horas, serão organizadas provas de vinhos e azeites e, pela primeira vez, haverá também uma mostra e degustação de produtos portugueses, mas esta exclusivamente dedicada aos profissionais, explicou o mesmo responsável.
AFIRMAR PORTUGAL. De acordo com Manuel Geraldes, o crescer de interesse na MIF explica-se com o desenvolvimento e a internacionalização da economia de Macau e também com a maior aposta no mercado chinês. “Mais do que uma plataforma entre Portugal e a China, Macau assume-se como uma montra dos produtos portugueses”, frisou o delegado do ICEP. Reconhecendo que “não é fácil promover a marca Portugal” a 18 mil quilómetros de distância, Manuel Geraldes refere que ainda é necessário afirmar as marcas portuguesas nesta região, servindo-se das valências oferecidas pela RAEM.
O trabalho desempenhado junto do Forum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa também apresenta resultados positivos na aproximação dos parceiros estratégicos. “Portugal tem contribuído de forma activa para promover as relações comerciais, como é exemplo o Forum Empresarial, de Abril último, em que estiveram presentes mais de 200 empresas portuguesas e delegações da China e RAEM”, justificou o representante do ICEP.
Manuel Geraldes espera que nesta 11a edição da MIF, e através da colaboração com o Instituto de Promoção e Comércio e do Investimento de Macau, as empresas portuguesas participem activamente na bolsa de contactos, impulsionando, não apenas as relações com empresas locais, mas também da China Continental e de Hong Kong.
E, para tal, há várias empresas que vêm novamente ao certame, “um demonstração clara que encaram o investimento em Macau como uma aposta certa para o mercado chinês e para a internacionalização das suas marcas”, concluiu o delegado do ICEP.
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