MIF PROMOVE ENCONTROS ENTRE PARCEIROS ESTRATÉGICOS
Municípios de Cantão de “olho”
na RAEM e na Lusofonia

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento pretende abrir um escritório na cidade de Shan Tou para promover os investimentos no território. A pouco mais de um mês da realização da Feira Internacional de Macau, o chefe da delegação desta cidade garante que, para além de estreitar relações com a RAEM, o objectivo passa também por chegar aos mercados lusófonos

Os municípios de Shan Tou, Jie Yang e Teo Chew já definiram os objectivos da participação na 11a Feira Internacional de Macau (MIF): estreitar os laços de cooperação com a indústria das reuniões, convenções e exposições (MICE) de Macau e efectivar as relações com os mercados lusófonos.

Quem o garante é o presidente do Grupo Cang Shi, Lao Ngai Leong, que irá chefiar as delegações que provêm das três cidades e que têm reservados quase 40 expositores para os seus produtos. Porém, destaca Lao Ngai Leong, este número já não é suficiente quando se tem em conta a quantidade de empresas interessadas em participar na MIF. Artigos para casa, cosméticos, brinquedos, roupas e jóias são alguns dos produtos que as empresas pretendem apresentar nesta edição da Feira, especialmente procurando mercados abertos a este tipo de bens.

No seguimento da aposta da organização da MIF na promoção da indústria MICE, a delegação dos três municípios pretende dar um empurrãozinho: “Sabemos que a RAEM tem as condições para acolher grandes eventos e convenções, como já está provado, portanto, queremos dar um contributo para promover este sector, que poderá trazer também benefícios para os territórios vizinhos”, disse Lao Ngai Leong.

E para aproximar os empresários das três cidades ao território, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) deseja abrir uma representação em Shan Tou, de modo a estimular os investimentos. Uma cooperação que é vista com muito bons olhos por parte do chefe da delegação, que afirma que os representantes de cada uma das comitivas tem a intenção de assinar protocolos de colaboração com o IPIM para impulsionar as trocas comerciais.

PROCURAR SOLUÇÕES ADEQUADAS. Depois de, no ano passado, estabelecerem os primeiros contactos com empresários dos países de língua portuguesa, Lao Ngai Leong diz ser ainda necessário explorar as oportunidades de negócio nos diferentes países para poder estabelecer laços comerciais efectivos. “É preciso apalpar o terreno para saber o que se pode fazer com estes parceiros, procurando os canais adequados para concretizar as trocas comerciais”, afirmou o responsável que irá chefiar a comitiva dos três municípios que, entre 23 e 26 de Setembro, participa na MIF.

Recordando que, já no passado, algumas comitivas de empresários dos países lusófonos visitaram as três cidades, Lao Ngai Leong esclarece que ainda é preciso aprender a fazer negócios. O objectivo não passa apenas por introduzir os produtos nos mercados dos países de língua portuguesa, mas também captar parceiros estratégicos para investir no mercado chinês.

Para tal, sublinhou o mesmo responsável, Macau pode desempenhar um papel fundamental, servindo como uma plataforma de serviços em ambos os sentidos. “Se por um lado os empresários chineses podem aprender como entrar nos mercados lusófonos através da RAEM, também as empresas desses países podem chegar à China Continental através da experiência de Macau”, esclareceu Lao Ngai Leong.

Mas o presidente do Grupo Cang Shi chama a atenção para a necessidade de se aproveitar os benefícios concedidos actualmente pelo Governo Central. “Pequim está agora a desenvolver políticas para apoiar os investimentos externos, uma forma de incentivar a internacionalização das empresas chinesas”, lembrou Lao, acrescentando que os mercados lusófonos têm grande potencial, “pois são países em vias de desenvolvimento”.

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