Maior Procura Justifica Duplicação do Número de Expositores
MIF muda para o Venetian em 2007
A Feira Internacional de Macau vai mudar-se para o Venetian no próximo ano, segundo revelou o vice-presidente do comité organizador. A maior procura por parte das empresas e a necessidade de duplicar o número de expositores justifica a mudança, que até faria sentido este ano visto que o espaço já está todo ocupado
TIAGO AZEVEDO
A pouco mais de mês e meio para o início da 11a edição da Feira Internacional de Macau (MIF), que se realiza entre 23 e 26 de Setembro, os preparativos finais já “entraram em cena” e o comité organizador desdobra-se em múltiplas tarefas para melhorar a gestão do evento.
Mas esta é uma organização que não foi fácil, até porque o comité organizador teve que lidar com um número excessivo de pedidos de participação. De acordo com o vice-presidente do comité organizador da MIF, Alan Ho, os mais de 300 expositores já estão todos ocupados e muitas empresas tiveram mesmo que ficar de fora da 11a edição.
Reconhecendo que actualmente já existem algumas limitações em termos de espaço, visto que de ano para ano o número de participantes tem aumentado, ao mesmo tempo que a organização realiza mais actividades e cria mais espaços temáticos, Alan Ho revelou que o número de interessados para a edição deste ano “foi maior do que aquele que se pode acolher no actual espaço”. Sobre as condicionantes que constringem o espaço de manobra do comité organizador, o vice-presidente contou que se teve que optar por alguns candidatos em detrimento de outros, escolhendo-se empresas que já têm créditos firmados, uma estrutura montada e em desenvolvimento.
Este crescimento, de acordo com o mesmo responsável, exige que se pense em espaços alternativos, estando já prevista a realização da próxima edição no Venetian Macau, uma área suficiente para que se possa duplicar o número de expositores, que rondará os 700. Desta forma, Alan Ho espera que nas próximas edições mais empresas possam participar na MIF, até porque a promoção se torna cada vez mais abrangente.
“A promoção da MIF foi feita numa escala alargada, conseguindo-se atrair empresas de vários países, desde os Estados Unidos, Inglaterra, Japão e países africanos”, sublinhou o representante da organização.
APOSTA NO “HOME MADE”. Alan Ho frisou que a aposta desta edição será no “home made”, isto é, naquilo que Macau tem para oferecer, e nada melhor do que promover o território como um destino turístico, nomeadamente no que toca à prestação de serviços e a indústria das reuniões, convenções e exposições (MICE).
“É uma boa forma para promover um sector que se espera que conheça um grande desenvolvimento nos próximos anos”, destacou o vice-presidente do comité organizador, explicando que se trata de uma das linhas orientadoras delineadas pela organização e que abre “boas perspectivas” para a troca de experiências e para elevar a qualidade dos serviços prestados em Macau.
Nesta capítulo, a bolsa de contactos voltará a marcar presença no espaço da Feira, “uma área que permitirá também explorar várias oportunidades de negócio”. Neste espaço vários agentes prestadores de serviços vão poder apresentar o seu trabalho, tal como operadores de hotéis, viagens, turismo e do sector de restauração. Mas esta promoção não é apenas virada para o exterior, ressalvou Alan Ho, lembrando que o mercado interno “está a crescer a olhos vistos e esta é também uma forma de aproximar os vários agentes”.
Este ano a Feira realiza-se já em Setembro, um mês mais cedo que o normal, de forma a coincidir com a Conferência Ministerial do Forum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, uma iniciativa que procura cativar mais empresas dos países de expressão portuguesa, esclareceu o mesmo responsável.
Os sete países lusófonos - Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Timor, Cabo Verde e Guiné Bissau -, vão permanecer no mesmo espaço exterior do Centro de Convenções da Torre de Macau. Porém, esta localização foi criticada por alguns dos participantes que afirmam estar colocados “numa parte esquecida da Feira”, uma ideia contrariada pela organização que diz que este é um espaço conveniente para os expositores destes países, “mesmo para se vender obras de arte e artesanato”, justificou Alan Ho.
Back to MIF News