2003-10-24
O “Seminar on Mainland/Macao Closer Economic Partnership
Arrangement” da 8a MIF foi ontem realizado, às 10:30 horas, no Centro
de Conferências sito no 3o piso da Torre de Macau. O seminário foi
conduzido pelo Presidente do Instituto de Promoção do Comércio e
do Investimento de Macau. Os apresentadores foram respectivamente
o Vice-Presidente da Federação Nacional de Indústria e Comércio
da República Popular da China, Cheng Lu; o Vice-Presidente da Direcção
da Associação Comercial de Macau, Chui Sai Cheong; o Presidente
da Direcção da Associação dos Exportadores e Importadores de Macau,
Jackson Tsui; e o representante principal da Delegação em Hong Kong
da Câmara para Promoção do Comércio Internacional da China, Zhang
Xiao Li.
Durante o seu discurso no seminário, o Vice-Presidente
da Federação Nacional de Indústria e Comércio da República Popular
da China, Cheng Lu, falou sobre a estratégia que se deve seguir
pelas empresas privadas da China no seu desenvolvimento. Disse que
o continente europeu, o continente americano e a região asiá-pacífica
estão a formar-se em três núcleos principais da economia do mundo,
sendo este último núcleo o mais activo no seu desenvolvimento económico.
O desenvolvimento económico das empresas privadas da China tem vindo
a verificar grande sucesso nos últimos anos, possuindo um número
total de 2.377 indústrias e companhias e um número total de 243
empresas privadas. As indústrias e companhias não pertencentes ao
Governo tem um peso de 40% na Produção Brutal da República Popular
da China. Além disso, têm vindo a verificar-se um aumento contínuo
de qualidade e a vontade de expansão nas empresas privadas chinesas.
Através da boa relação comercial entre Macau e a China, Macau já
conseguiu estabelecer uma cooperação apertada com mais de 100 países
e regiões do mundo, transformando-se numa região de importação e
exportação de investimentos de capitais. Essa nova identidade do
Território vai trazer mais oportunidades comerciais e contribuir
positivamente para o desenvolvimento económico da região Cantão/Hong
Kong/Macau.
Para terminar, Cheng concluiu que, com o seu ambiente
favorável para exploração comercial, Macau deve concentrar-se no
seu desenvolvimento económico, contribuindo assim para a entrada
da China no mercado internacional.
O tema da apresentação de Chui Sai Cheong era “Aproveitar
as oportunidades e concretizar o papel de plataforma de ligação
no desenvolvimento comercial”. Ele indicou que, com a nova política
da China no tocante à emissão de vistos a turístas chineses independentes,
se Macau conseguir atrair 8 a 10% desses turístas para visitar o
Território, haverá um aumento de 8 a 10 milhões de visitantes no
próximo ano. Se cada um desses visitantes gastar, em média, 2.000
patacas em Macau, haverá um aumento de 16 a 20 biliões de patacas
na receita do Turismo de Macau. Após a assinatura da CEPA, prevê-se
uma cooperação ainda mais apertada entre Macau e a China, trazendo
mais oportunidades e vantagens directas para o Turismo de Macau.
Ele mostrou que o plano do Governo da RAEM, que
se diz respeito ao desenvolvimento de uma cooperação mais forte
com os outros países, será concretizado através dessa plataforma
de ligação. O objectivo é procurar criar uma cooperação entre Macau,
as regiões do Oeste de Cantão e as pequenas e médias empresas dos
países de língua portuguesa.
O tema da apresentação de Jackson Tsui era sobre
a unificação das economias regionais sob o efeito da CEPA. Ele disse
que a CEPA vai trazer um grande desafio às industriais de tecelagem
e de têxteis. No entanto, trata-se também de uma oportunidade para
as indústrias locais, visto que será permitida a entrada dos produtos
fabricados em Macau na China sem qualquer implicação de impostos.
Embora a China não seja o país importador principal dos produtos
de Macau, tendo em conta a sua grande dimensão, haverá imensas oportunidades
para os produtos do Território. Além disso, o facto de não haver
implicação de impostos, os preços dos produtos de Macau poderão
ser mais baixos, tornando-se assim mais competitivos.
Para terminar, ele prevê que, sob o efeito da CEPA
, haverá um aumento na produção, nos processos de fabricação e no
valor acrescentado das indústrias locais. Isso vai trazer mais oportunidades
comerciais, tanto para os outros sectores locais, como para a própria
China.
O tema da apresentação do representante principal
da Delegação em Hong Kong da Câmara para Promoção do Comércio Internacional
da China, Zhang Xiao Li, era “Aproveitando as oportunidades da CEPA,
procura-se uma união económica da Delta do Rio das Pérolas”. Ele
disse que, a assinatura da CEPA está de acordo com o príncipio de
um país dois sistemas e com a regra da WTO. Tem um efeito impulsionador
para a globalização mundial e unificação económica das regiões vizinhas,
aumentando a importância de Macau, de Hong Kong e da China na globalização
mundial. Ele mostrou ainda que, o valor total de importação e exportação
registado, em 2002, entre Hong Kong e a China, atingiu 17 biliões
de dólares, com um aumento relativo de 20.7%. O valor total de importação
e exportação registado, no mesmo período, atingiu também aproximadamente
4.8 biliões de dólares. Ele mencionou ainda que os sectores de serviços
de Hong Kong e de Macau, devem aumentar de qualidade para se habilitarem
à entrada no mercado da China.
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